sexta-feira, 3 de abril de 2009

Lindo depoimento que recebi e pedi para compartilhar com vocês:

* Tenho 64 anos e hoje moro "bem" aqui no Rio, mas, sozinho.
* Minha família é grande, pois, fomos 10 e hoje somos 9 irmãos.
* Meu pai juntava à mesa, minha mãe e os 10 filhos. Foi funcionário público e lutou muito para dar estudo e criar todos nós.
* Porém, todo fim de semana se reuniam todos nós mais os irmãos dele (5) com um monte de travessos primos. Todos éramos muito felizes.
* Minha mãe, todas as tardes sentava na porta de casa e todos esperávamos nosso Pai chegar do trabalho. Hoje o perigo é tão grande, que não podemos nem pensar em fazer isso.
* Tenho um casal de filhos, meus verdadeiros tesouros (39 e 35 anos), que junto com a mãe deles (estou separado há 15 anos e hj. somos grandes amigos), criei-os e eduquei-os com muito carinho e zelo, acompanhando o crescimento e frequentando todas as festinhas da escola.
Este momento único poderia ter se estendido até os dias de hoje, se tivesse ocorrido mais diálogo e compreensão entre nós, nos últimos 2 anos dos 26 que passamos casados, com filhos maravilhosos em plena adolescência e principalmente meu erro de julgar que temos direito de nos despojarmos das pessoas que mais amamos em troca de lúxurias e idéias erradas. Como fui burro e cego !
Hoje, grande parte dos filhos vive sendo cuidada por babás, enquanto pai e mãe trabalham tanto, a ponto de não poderem estar ao lado das crianças nos principais momentos de suas vidas. Quando ficam adultos, os pais reclamam que sumiram de suas casas.
Ademais, precisamos começar a mudar já, agora, urgente este mundo mesquinho e sem amor fraternal, permeado de egoísmo e maldade.
Por último e por se destinar a abençoar às pessoas e transmitir-lhes mais experiência de vida, gostaria que incluísse que hoje me sinto enormemente arrependido e só recentemente consegui "me perdoar", pelo grande e inestimável mal que causei à minha família, ao pedir a separação para ir viver com outra mulher, que não passou de uma grande paixão que durou 14 anos para reconhecer meu erro e que o verdadeiro amor de minha vida havia sido o da ex-esposa, a quem fiz sofrer por mais de uma dezena de anos.
Fora meus dois amados filhos, que também sofreram muito, com a perda de lindos e importantes momentos em suas vidas, que privei a todos nós de usufruirmos juntos e que infelizmente não se consegue recuperar.
Portanto, quero deixar bem claro para os jovens e os mais maduros, que maior importância que os prazeres errados da vida, está a FAMÍLIA.
Hoje, por morar sozinho, já me acostumei e é uma opção propria, valorizo muito mais o lado FAMÍLIA ,pois, no passado não dei a devida importância e hoje sofro com a falta e tenho muitas saudades.
Então, finalizo dizendo : nós ainda pecamos muito e temos que começar muito rápido a consertar as coisas. Não podemos ir colocando os sentimentos dentro do coração como se fossem objetos e deixando que as pontas se arranhem !
Um fraternal abraço, L G.
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