sábado, 7 de março de 2020

Por que nem todos professores se tornam mestres?

Ser mestre é encantar, surpreender, transformar. É ensinar com autoridade e envolvimento. Como fez o Mestre Jesus. O ensino de Jesus era a encarnação de Pv 15.2 pois, “suas palavras sábias tornavam o ensino atraente.” Jesus ensinava envolvendo, levando as pessoas a experimentarem as verdades que apresentava. O Mestre ensinava encantando e com autoridade (Mc 1.21, 22); pois sempre fazia o que agrada ao Pai e falava exatamente o que o Pai lhe ensinou (Jo 8,28,29). O mestre atraía as multidões, “ninguém jamais falou como aquele homem” (Jo 7.46). Jesus deixava a multidão maravilhada com seu ensino (Mc 11.18b). A grande multidão o ouvia com prazer e admiração (Mc 12.37b; 6.2). Mas, como ensinar assim hoje?
É preciso tornar o ensino mais atraente e dinâmico com ênfase em transformação de vida. Mas só evolui quem quer: ninguém pode ser forçado a melhorar, a adotar novas posturas, a servir de modo diferente, a buscar sua plena realização no desempenhar seus dons e funções. Quem se fechar numa redoma, seguirá pela vida afora com as mesmas imperfeições e erros de sempre. O segredo é aprender sempre. Aprender a ensinar de maneira dinâmica e viva. Métodos de ensino que aliados ao conhecimento e a vivência produzirão muitos frutos. Os educandos serão transformados através do ensino de quem acredita no potencial de crescimento do ser humano! E será privilegiado quem tem um forte amor ao ensino.
Agarre-se a todas as oportunidades de ser um educador melhor.  Busque pelo conhecimento! Aprenda para ensinar como Jesus de maneira simples e atraente. Encante, surpreenda, transforme! Lembra-se? Só evolui quem quer: você quer ser professor ou mestre?


Alexandra Guerra. /alexaguerra.blogspot.com.br/

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Teatro infantil, transcrição para dramatização do livro: CARAMUJINO o caramujo resmungão.

Nesta história infantil as crianças poderão refletir sobre a amizade e a gratidão. Segue a transcrição pronta para ensaiar uma dramatização com as crinças. 


CARAMUJINO

o caramujo resmungão.

Autora: Alexandra Guerra. 
Ilustrações: Elitan. 
Editora: Atos. 

[Narrador] > Este é Caramujino, um caramujo resmungão. 
Que morava em um lindo jardim, mas só olhava para o chão.
Lá havia flores perfumadas e muitos bichinhos. 
Mas Caramujino andava sempre emburrado e sozinho. 
Caramujino não era de muita conversa, aliás, não era de conversa nenhuma. Ele gostava mesmo era de reclamar:

[            ] —Ninguém brinca comigo… Neste jardim não tenho com quem conversar!

[            ] Ele resmungava tanto, que não percebia como era lindo aquele lugar que Deus havia criado, nem podia sentir o perfume das flores que Deus, o Criador, havia feito para ele. 

[            ] — Bom dia, Caramujino! 

[            ] Disse dona Minhoquita, enquanto saía da terra fofinha.

[            ] —Já viu como o dia está lindo?

[            ] —O que tem de lindo ou de bom este dia?

[            ] Reclamou Caramujino e seguiu seu caminho. 

[            ] A abelhinha Zumbido, que era a moradora mais tagarela do jardim, passeava por ali. Vinha toda sorridente, pousando nas flores e procurando alguém para conversar… Logo que Caramujino viu a abelhinha Zumbido, pensou:

[            ] —No meu caracol eu vou entrar, para poder me esconder. 
[            ] —Olá Caramujino, do que você está brincando?

[            ] Disse a abelhinha. Mas ele nem respondeu. 
E assim ele passou o dia querendo brincar, mas quando alguém aparecia, ele logo se escondia. 

[            ] O dia foi passando, a tarde já vinha chegando, e Caramujino disse já chorando:

[            ] —Eu não tenho amigos, e ninguém liga para mim! 
Buá, buá, buá…

[            ] E ficou ali, parado, chorando e resmungando…

[            ] O pardalzinho, que o olhava lá do seu ninho, disse para o bichinho:

[            ] —Não fique aí chorando, isto não vai adiantar. Conte-nos o seu problema e tentaremos lhe ajudar. 

[            ] Caramujino respirou fundo e disse entre soluços:

[            ] —É que ninguém liga pra mim e estou sempre só assim.

[            ] —Mas é isso! Por que não disse antes, ao invés de ficar resmungando?

[            ] —Então me ajude. O que devo fazer?

[            ] —Se você se sente sozinho, é porque não nos dá atenção e fica se escondendo em seu caracol. 

[            ] Minhoquita que também estava por perto, falou do fundo do seu coração:

[            ] —Você não precisa mais andar sozinho. É só querer mudar, nós podemos lhe ajudar. 

[            ] A abelhinha Zumbido, que gosta de novos amigos, disse contente:

[            ] —Nós queremos ser seu s amigos, mas você precisa se esforçar de coração. Deus se alegra quando vivemos unidos. Sinta o cheiro das flores… A amizade é como o perfume das flores: nos dá ânimo para viver e alegra nosso coração.

[            ] Caramujino ouviu tudo com muita atenção e, arrependido, disse:

[            ] —Desculpem-se amigos, daqui  para frente vou mudar. Obrigado por me ajudarem a melhorar. 

[            ] —É assim que se fala, Caramujino! Sem reclamar e com um belo sorriso no olhar. 

[            ] —Meu coração está alegre com vocês! Vamos brincar!

[ TODOS] —Oba! Vamos! 

[            ] E você amiguinho, que tal ir brincar também?

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Educar é... [Mensagem]

Educar é gerar.
Buscar.
Cultivar.
Abrir portas.
Construir pontes.
Sonhar.
É Metamorfose.
Educar às vezes é sofrer.
Outras vezes é sorrir.
Educar é inevitável!
Continue educando.


[Por: Alexandra Guerra. Blog: alexaguerra.blogspot.]

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Super Oferta do meu livro: "100 Dinâmicas para Aprender Brincando". No site da editora Z3 Ideias! Corre lá!



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Autor(es): ALEXANDRA GUERRA AGUINALDO CASTANHEIRA

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SINOPSE















O uso de dinâmicas tem a capacidade de despertar nossos sentidos e de mexer com nossas emoções de uma forma marcante.
Esta obra é destinada a todos aqueles que veem no ensino a grande oportunidade para mudanças, confrontos e crescimento. É um manual prático, ao qual o educador pode recorrer a fim de obter inspiração e modelos para seu trabalho.
As transformações históricas, culturais e sociais, exigem, do mestre, esforço para se manter atualizado e eficiente como um bom comunicador.
Que este material sirva de inspiração no preparo de reuniões e aulas dinâmicas e envolventes. Que os encontros sejam libertadores, promovam qualidade de vida e desenvolvam valores importantes para boa convivência.


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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Dona Licinha

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Dona Licinha


A senhora não me conhece. Faz tanto tempo e me lembro de detalhes do seu jeito, sua voz, seu penteado e roupas... A senhora ensinava na 3a série B e eu era aluna da 3ª série C no Grupo Escolar do Tatuapé... Passava no corredor fazendo figa para mudar de classe, pra minha professora viajar e nunca mais voltar, pra diretora implicar e me mandar pra 3a B... Nunca tive tanta inveja na minha vida como tive das crianças da série B...

Lembro que na sua sala se ouviam risadas quase o tempo todo. Maior gostosura! De vez em quando, um enorme silêncio quebrado por uma voz suave...era hora de contar histórias. Suspirando, eu grudava na janela e escutava o que podia... Também muitos piques e hurras, brincadeiras correndo solto. Esconde-esconde, telefone sem fio, campeonato de Geografia. Tanto fazia a aprontação inventada. Importava era sentir a redonda contenteza dos alunos.

A sua sala era colorida com desenhos das crianças, um painel com recortes de revistas e jornais, figurinhas bailando em fios pendurados, mapas e fotos... Uma lindeza rodopiante mudada toda semana! Vi pela janela seus alunos fantasiados, pintados, emperucados, representando cenas da História do Brasil! Maior maravilhamento! Demorei, entendi. Quem nunca entendeu foi a minha professora... Seu segredo era ensinar brincando. Na descoberta! Na contenteza!

Nunca ouvi berros, um "Cala boca", "Aqui quem manda sou eu" e outras mansidões que a minha professora dizia sem cansar. Não escutei ameaças de provas de sopetão, castigos, dobro da lição de casa, chamar a diretora, com que a minha professora me aterrorizava o tempo todo...

Dona Licinha, eu quis tanto ser sua aluna quando fiz a 3a série. Não fui... Hoje, tanto tempo depois, sou professora. Também duma 3a série. Agora sou sua colega... Só não esqueço que queria estar na sua classe, seguir suas aulas risonhas, sem cobranças, sem chateações, sem forçar barras, sem fazer engolir o desinteressante. Numa sala colorida, iluminada, bailante. Também quero ser uma professora assim. Do seu jeito abraçante.

Hoje, vi uma garotinha me espiando pela janela. Arrepiei. Senti que estava chegando num jeito legal de estar numa sala de aula... Por isso resolvi escrever para a senhora. Vontadona engolida por décadas. Tinha que dizer que continuo querendo muito ser aluna da Dona Licinha. Agora, aluna de como ser professora. Fazendo meus alunos viverem surpresas inventivas.

Um abraço apertado,

cheinho de gostosuras, da

Ciça
Conto de fanny Abramovich
Ilustrado por Carlo Giovani
Foto de Leo Feltran

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Poesia de uma garota de 9 anos>> Eu sou assim...

Eu sou assim.       
De mim faço princesa, de mim faço gentil,   de mim faço corajosa, de mim faço uma boa menina, de mim faço Alegre, de mim faço divertida, de mim faço fofa e nunca para de sorrir.
De mim faço dedicada, de mim faço feliz, de mim faço respeitada, e de mim faço bondosa.
Essa sou eu,eu sou assim. Tanta coisa boa!
Então sou assim.

Kamilla Guerra. 


quinta-feira, 18 de julho de 2019

Os tempos mudaram e as formas de lidar com o conhecimento também.

Um novo educador.
Os tempos mudaram e as formas de lidar com o conhecimento também. As crianças que nasceram no século XXI precisam de um novo educador. Elas formaram conexões no cérebro que outras gerações não possuíram, por não terem recebido os estímulos necessários para isso. Assisti a um documentário chamado “Mentes brilhantes”, onde os cientistas mostraram que existem conexões em nosso cérebro que, se não estimuladas, elas literalmente morrem. Os estímulos variam, desde jogos até tocar instrumentos musicais. A geração do século XXI tem sido mais estimulada e recebido muito mais informação do que qualquer outra que já existiu. A mídia eletrônica e a internet inauguraram um novo mundo. Nós humanos, mexemos muito com o mundo e com as pessoas, por isso as crianças mudaram tanto,  para se adaptar à época em que nasceram. Mudança - é uma palavra chave hoje em dia. Tudo está passando e se transformando, e rápido! Os pais também não são mais os mesmos. Eles já estão terceirizando a criação dos seus filhos e entregando-os corpo, alma e espírito para a tv, os jogos eletrônicos, a internet, as escolas ou para as cuidadoras. Essas e outras mudanças vieram para ficar, temos que saber lidar com elas sem trair nossos princípios e valores. A resistência à certas mudanças traz desgastes desnecessários. E abrir mão das virtudes e valores só traz mais problemas. Parece que estamos mesmo em uma encruzilhada. Então, qual direção tomar?
O desafio é olhar para esta nova geração com esperança. Nem pessimistas, nem otimistas, mas sim realistas e esperançosos. Mas como alcançar o coração desta nova geração? O que deve ser mantido e o que deve se adaptar a tantas mudanças?
Princípios e virtudes – não são negociáveis.
Métodos – devem ser adaptados.
   A grande questão é: como se adaptar às mudanças contínuas desta época sem ferir os princípios e virtudes? No caso da educação nosso desafio atual é recuperar o equilíbrio entre: limite e liberdade. Para o rio alcançar o mar ele precisa seguir seu curso, um caminho delimitado, ou então ele deixa de ser rio, pode virar lago, poça d’água ou até secar. Pode se desviar, apodrecer e morrer. O limite do rio o mantém no seu propósito, que é desaguar no mar. O limite o conduz para vida! “Pois o mandamento é lâmpada, a instrução é luz, e as advertências da disciplina são o caminho que conduz á vida.” Provérbios 6.23. O limite deve ser mantido, pois ele assegura a vida.
         Educar as crianças estabelecendo limites é um princípio de vida que não deve mudar. O que muda é a forma como fazemos isso, que pode ser amorosa e sábia ou destrutiva e repressiva. O desafio do educador do século XXI é encontrar o caminho do meio, aprender com o passado, analisar o novo homem, se segurar nas virtudes e viver com equilíbrio. Este novo educador está em contínua formação e está aprendendo a tratar a vida e o processo de ensino aprendizagem de outra forma. “A vida não é um ensaio, ainda que tratemos muitas coisas; não é um conto, ainda que inventemos muitas coisas; não é um poema, ainda que sonhemos muitas coisas. O ensaio do conto do poema da vida é  um movimento perpétuo; isso sim, um movimento perpétuo.” (Augusto Monterroso – escritor da Guatemala). Movimente-se dentro de princípios e virtudes que não mudam. Para encontrar o equilíbrio dentro deste movimento o desafio é entender a nossa época e as pessoas, para assim tornar a aprendizagem significativa e por procedimento, valorizando o fazer do estudante. E em se tratando de metodologias precisamos tornar a escola o lugar que se parece com o aluno e com a nova maneira de aprender do cérebro que se renova a cada dia, então, novo educador: Inove com equilíbrio!

Por:  Alexandra Guerra. In: alexaguerra.blogspot.com


quinta-feira, 20 de junho de 2019

Gratidão pelas visitas, amigos! Já são mais de 190 mil!!


Sou muito grata pelas  mais de 190 mil visulazações neste Blog: "Sementes para Pais e Educadores..."!
Quanta sementes lançadas e germinadas...
Quantas flores e frutos... 
Isso faz valer a pena!
Que bom que estamos juntos neste espaço e tempo!
Gratidão meus amigos! 
Com amor, Alexandra Guerra. 


domingo, 2 de junho de 2019

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