quinta-feira, 5 de julho de 2012

Nem “prafentex” nem “alienadex”.



Diante de tantas mudanças... como ser equilibrada: nem “prafentex” e nem “alienadex”? “A sexualidade da mulher brasileira virou assunto obrigatório – tão obrigatório que chega a ser entediante”¹  diz mais uma das manchetes que tem corrido pelo país. Mas para a mulher cristã ainda há um longo caminho a percorrer: Como ser espiritual e sexualmente bem resolvida? Como lidar com trabalho e maternidade?  
A chegada da pílula anticoncepcional nas farmácias nos anos 60 e 70 preparou o campo para a chamada revolução sexual. A mulher estava livre das doenças, (ainda não conhecíamos a AIDS) e livre para provar de tudo. Como diz a mesma revista:
“A idéia de que os casais, além de amar, deviam ser sexualmente equilibrados começava a ser discutida por algumas ‘prafrentex’, como se dizia. Era o início do prazer para todos sem que a mulher fosse atormentada por se interessar por alguém.” (Pg. 58)
Graças à pílula a partir do início do século XXI, o sexo não é uma questão puramente moral, mas também de bem estar e prazer, não só para o homem, mas também para a mulher. Ocupando cada vez mais postos de trabalho a mulher busca equilíbrio entre o público e o privado. E como diz a Revista: “Seu percurso aponta para conquistas, mas também armadilhas. Se a profissionalização trouxe independência, trouxe também stress e exaustão. A desorganização familiar onerou, sobretudo, os mais indefesos: as crianças. A tirania da perfeição física empurrou a mulher não para busca de uma identidade, mas de uma identificação. (...) A mulher continua submissa. Agora, não mais ao marido, mas à publicidade.”
O liberou geral trouxe várias conseqüências, uma delas o adiamento da maternidade. Cada vez mais as mulheres esperam para ter filhos ou decidem não tê-los em prol da carreira que exige delas grande investimento.
A igreja esta pressionada: questionada pela sociedade, discutida e analisada pelos pensadores cristãos e ameaçada pelos jovens. Formou-se o clube dos que pensam e decidem. E o preço para os que pertencem a ele é um novo tipo de inquisição.
Resta perguntar quem vai cuidar da casa e das crianças... Como cuidar dos filhos e da carreira é o dilema do século XXI, e não temos como fugir. Criou-se então um novo personagem: o dono de casa. Enquanto as mulheres batem o cartão de ponto muitos homens estão cuidando da casa e dos filhos. Várias ideias estão entrando em colapso! Esta crise é chance da igreja ser socialmente ativa. Não há mais como a igreja proibir tudo, ela tem que: pensar, analisar, discutir, confrontar, apontar alternativas;  para ela não parecer menos amorosa e inteligente do que é. Para ela não parecer mais alienada do que é. Pensa bem igreja, pensa: Em uma perspectiva bíblica sobre o tema.

Revista Veja Especial Mulher. Editora Abril. Junho de 2010. 

Alexandra Guerra.




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