segunda-feira, 15 de março de 2010

O sentido da Páscoa

A questão principal na Páscoa: estamos ensinando seu verdadeiro significado? Nisto a família e a escola têm falhado. A escola mantém e dissemina a idéia errada sobre a Páscoa, ao comemorá-la com símbolos impostos pela ideologia capitalista que visa o lucro do mercado: vender chocolate. Gosto muito de chocolate, mas, ele não tem nada a ver com a festa da Páscoa, nem o coelhinho, por mais que se force a barra. Perdeu-se o sentido real da Páscoa!  Assim como vemos perdendo o sentido do Natal. Para confirmar isso, basta perguntarmos às crianças e até aos adultos, o que é a Páscoa e qual deveriam ser os verdadeiros símbolos que anunciam seu significado original. Já imaginou as respostas? _"Coelho e chocolate”.

O sentido da Páscoa

Todas as festas do povo de Israel eram também educativas. Elas lhes ofereciam o vislumbre de um Deus que operava milagres, dava-lhes plantações exuberantes, que os amava e perdoava.  Muitas vezes essas celebrações deixavam na mente dos participantes uma impressão mais forte do que livros e aulas. E é esse nosso objetivo ao comemorarmos as “duas” Páscoas com nossas crianças.
A grande importância histórica da festa da Páscoa se encontra no êxodo, o ato redentor de Deus, pelo qual Israel se tornou povo dele.  Deus instruíra aos israelitas a que passassem sangue nos umbrais das portas para que não sofressem a praga da matança dos primogênitos (Êx 12:7). Além disso, Deus dera instruções detalhadas de como deveriam comemorar a Páscoa. E naquela noite, Deus passou pelo Egito matando todos os primogênitos do sexo  masculino.  Mas não houve morte nas casas cujas portas estavam marcadas com sangue. Então os israelitas passaram a comemorar esta festa, o principal marco de sua libertação e da proteção divina.
 “Deus vai até às últimas consequências, ao se revelar aos homens, para que alguns se convertam e vivam eternamente. Logo mostra a podridão das coisas que mais estimamos, como no caso do idolatrado rio Nilo. Nenhum sentimentalismo falso pode fazer Deus reter sua mão, mas no decurso de sua intervenção na vida humana há frequentes possibilidades de arrependimento. Nota-se como cada uma das dez pragas era anunciada de antemão, posta em ação pela rebelião do homem, e retirada ao  primeiro sinal da conversão do mesmo.” (B. Vida Nova)
A comemoração: O modo como essa festa era celebrada sofreu diversas modificações no decorrer dos anos. As instruções para a celebração da primeira páscoa, encontradas em Êxodo 12, constituem o plano básico original dado por Deus a eles.
            A festa da  Páscoa,  alegre e solene ao mesmo tempo, era celebrada simultaneamente por todos; mas cada um em sua própria casa. Deviam matar um cordeiro, e assá-lo inteiro. Devia ser comido com pães asmos e alfaces bravas, Êx 12:8. O sangue derramado representava expiação, as alfaces bravas significavam a amargura do cativeiro, os pães asmos eram o emblema da pureza, Lv 2:11; 1Co 5:7,8 . Os israelitas defendidos pelo sangue que os fazia lembrar das aflições de que haviam sido libertados, e santificados para o serviço de Deus, passaram a ser o povo de Jeová em alegre e jubilosa comunhão com Ele.
A ceia pascal devia ser tomada pelos membros de cada família. O chefe da casa recitava a história da redenção. As crianças deviam ser ensinadas sobre sua natureza e seu propósito, Êx 12:26,27;  13:8.
O cordeiro da Páscoa era o sacrifício aceitável, que Deus mesmo tinha instituído.
Jesus é nossa Páscoa (1Co 5:7), é o cordeiro de Deus (Jo 1:29), O cordeiro tinha de ser sem defeito, (Êx 12:5) e Cristo cumpriu esta exigência (1 Pe 1:18,19). Tinha de ser separado para o sacrifício quatro dias antes do dia 14 (Êx 12:3) assim como Cristo entrou em Jerusalém no dia da separação do cordeiro, e morreu no mesmo dia do sacrifício. Precisava ser imolado pela congregação inteira, assim como Cristo foi sacrificado pelos líderes civis e religiosos de Israel e de Roma e pela vontade popular, em prol do mundo inteiro (Êx 12:6). Nenhum osso do cordeiro devia ser quebrado (Êx 12:46)  Compare Jo 19:33 e 36. O sangue do cordeiro era símbolo do sangue do Cordeiro de Deus, e faz estar sobre o povo a proteção divina contra a escravidão do pecado e o castigo (Êx 12:13).  Assim também, o sangue de Jesus nos liberta da escravidão do sistema e da punição eterna. Jesus não era vítima involuntária, tomada de surpresa pelas circunstâncias. Era um sacrifício deliberadamente oferecido. Jesus Cristo se deu por nós!
            “Foi na noite que procedeu a morte de Jesus, que Ele celebrou a última Ceia com os discípulos (Mt 26:17-29). Houve duas ceias: a Ceia Pascal e a Ceia do Senhor. Esta foi instituída no final daquela.
Durante 14 séculos a Páscoa viera apontando para a vinda do Cordeiro Pascal. Jesus comeu a Páscoa, celebrou a Ceia e depois foi morto como o cordeiro Pascal. Ele expirou na cruz no mesmo dia em que no Templo se imolavam os cordeiros pascais.
Assim como a Páscoa apontava para o livramento passado do Egito e para a vinda futura de Cristo, assim também a ceia aponta para Sua morte no passado, e para  a Sua vinda futura em glória.

“Portanto, celebremos a festa com esse Cordeiro, e cresçamos fortes na vida cristã,  deixando para trás, completamente, a antiga vida cancerosa com todos os seus ódios e maldades. E em seu lugar, festejemos com o pão puro da honra, da sinceridade e da verdade.”
Desejar “Boa Páscoa”, no sentido do puro cristianismo, significa desejar que alguém seja alcançado e ou resgatado pela graça e o amor de Deus e nasça de novo em espírito para viver no Messias uma vida livre e saudável, cheia de alegria, prosperidade e amor, aqui e agora e, num futuro próximo, como conseqüência desta decisão, receber a vida Eterna.
Hag Sameach Pesach!  Ou: Feliz Festa da Páscoa!

 http://alexaguerra.blogspot.com/

Bibliografia

Manual dos tempos e Costumes Bíblicos - William L. Coleman;  Dicionário Bíblico - John Davis.
A Pessoa do Messias nas Festas Bíblicas – de Marcelo Miranda Guimarães , 1999. Manual Bíblico, Henry H. Halley.
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