sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Crianças obedientes são bem sucedidas

Crianças obedientes são bem sucedidas
Muitos pais têm impedido que suas crianças sejam abençoadas e bem sucedidas! Parece absurdo, pois os pais querem o melhor para seus filhos, mas muitos deles não sabem, ou não crêem, em um princípio bíblico que condiciona a benção de Deus sobre as crianças: a obediência aos pais. Desobediência aos pais é um assunto tão sério que no Antigo Testamento, dependendo da gravidade do caso, chegava a ter pena de morte, (Dt 21:18-21). Se pensarmos bem, hoje a morte é o fim daqueles que são rebeldes e obstinados, pois acabam se tonando devassos, se envolvem com bebedeiras, drogas, crimes e vão parar nas penitenciarias ou no corredor da morte. Alguns pais chegaram a iverter os valores e acham que estão fazendo mal a seus filhos ao exigirem obediência deles. Segundo o Dr Russell Shedd(1) “Muitos não consideram, hoje em dia, a infidelidade sexual ou a desobediência aos pais (Dt 22:18-21) como grandes crimes. O que Deus pensa desses pecados, porém, é refeletido claramente no castigo prescrito no Antigo Testamento contra eles – a morte.” Os pais são representantes de Deus e devem conduzir os filhos no bom caminho, isso inclui, ensinar-lhes a serem obedientes, se falham nisso, impedem que as bençãos de Deus venham sobre sua familia: “Se vocês obedecerem a essas ordenanças, as guardarem e as cumprirem, então o Senhor, o seu Deus, manterá com vocês a aliança e a bondade que prometeu sob juramento aos seus antepassados. Ele os amará, os abençoará e fará com que vocês se multipliquem. Ele abençoará os seus filhos os os frutos da sua terra.(…) Vocês serão mais abençoados do que qualquer outro povo!” (Dt 7:12-14). Que promessa ma-ra-vi-lho-sa! Como um assunto tão vital como a obediência aos pais está passando tão despercebido hoje em dia? Por causa da omissão e ganância dos adultos, esta geração está colhendo os frutos amargos deste erro, basta dar uma olhada no noticiário e nas pesquisas. Houve um aumento exorbitante na infância no consumo de drogas, sexo, pedofilia, violência (doméstica), abusos… isso é morte!
Depois de conversar com várias crianças sobre a questão da obediência, já ouvi muitas vezes o pedido: _Então, me ajude a obedecer! As crianças hoje clamam por limites, pois não dão conta sozinhas de se auto governarem, precisam de nossa ajuda.
Já foi comprovado que crianças criadas sem limites, crescem com auto estima baixa, pois pensam que ninguém se importa com elas.
“O Dr. Stanley Coopersmith, professor de psicologia na Universidade da Califórnia, fez um estudo com 1.738 meninos pertencentes à classe média, e suas respectivas famílias, começando no período da pré-adolescência e acompanhando-os até a idade adulta. Depois de identificar aqueles que tinham maior auto-estima, ele comparou suas famílias e as influências recebidas na infância com aqueles que tinham menor senso de valor próprio. Ele encontrou 3 características importantes que os distinguiam: 1) Os meninos com boa auto-estima eram claramente mais amados e apreciados no lar do que aqueles com baixa auto-estima. O amor de seus pais era profundo e genuíno, não apenas um monte de palavras vazias. Os meninos sabiam ser motivo de orgulho e interesse dos pais, o que aumentava seu senso de valor.
2) Os meninos que pertenciam ao grupo dos que tinham uma boa auto-estima vinham de lares onde os pais eram significativamente mais rigorosos em relação à disciplina. Em contraste, os pais do grupo de baixa auto-estima haviam criado um sentimento de insegurança e dependência nos filhos devido a atitudes de maior permissividade. Seus filhos inclinavam-se a achar que as regras não eram reforçadas pela disciplina, porque ninguém se importava o suficiente para se envolver.
(“Se vocês são criados sem disciplina, então vocês são crianças ilegítimas e não filhos”). Além disso, descobriu-se que os jovens mais bem sucedidos e independentes durante o último período de estudos, vieram de lares que exigiam responsabilidade e prestação de contas com mais rigor. Desse modo, os laços familiares se fortaleceram. Nesses lares, disciplina e domínio próprio formavam um estilo de vida.
3) As famílias do grupo de boa auto-estima se caracterizavam também pela franqueza e espírito democrático. Uma vez que os limites de comportamento foram estabelecidos, havia liberdade para que as personalidades individuais pudessem crescer e se desenvolver. Os meninos tinham liberdade para se expressar, não temendo serem ridicularizados por isso, e a atmosfera predominante era marcada pela aceitação e segurança emocional.” (2)
Está em suas maõs a oportunidade de mudar, nem que for um detalhe, deste quadro, comece onde você está. Comece com as crianças e famílias que estão perto de você. E então esta triste pintura vai começar a ser alterada. Precisamos ensinar as nosssas crianças as bençãos advindas da obediencia: “Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. Honra teu pai e tua mãe, - este é o primeiro mandamento com promessa-para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra.” (Efesios 6:1-3). Ou seja, se quiser que as crianças vão bem nesta vida e tenham vida longa, ensine-as a obedercer e honrar os pais, caso contrário, serão mal sucedidos e terão vida curta. Para isso, os educadores e familias tem que se preparar melhor, educar por principios bíblicos, seguindo assim, as instruções de bom funcionamento daquele que nos criou. Dê mais ouvidos à Palavra de Deus, e menos às suas emoções ou as idéias liberais, pois elas tem levado esta geração ao fracasso.
Como ensinar os filhos a obedecer? Isso é assunto para longas conversas, cursos e livros, e temos muito material bom. Então, busque ajuda, nas fontes certas, e você será um pai e uma mãe maravilhosos! A dica básica é: ame a Deus busque orientação e força DEle, ame seus filhos e dedique-se com todas as suas forças a essa missão gloriosa - liberar a benção de Deus sobre seus filhos.
Para Deus abençoar seus filhos depende de você: creia na promessa do Senhor, seja obediente à Sua Palavra e “não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor.” (Efésios 6:4). Vamos mudar a sorte desta geração, para que que tudo lhe corra bem e tenha vida longa sobre a terra.

Alexandra Guerra Castanheira é esposa e mãe. Escritora, pedagoga, palestrante e jardineira. Autora, dentre outros, do livro " Infância: O Melhor Tempo Para Semear” da Editora Betânia.
E-mail:
alexaguerra76@hotmail.com Blog: alexaguerra.blogspot.com

(1)Bíblia Shedd. 2. ed. São Paulo: Edições Vida Nova, 1998. Comentário de rodapé, pg. 283.
(2) Charles R. Swindoll. Família Forte. Ed Atos.
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